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Centro Cultural Prodigia-Te apoia desenvolvimento do talento de mais de 50 jovens

O projecto social do rapper Prodígio celebrou ontem o primeiro aniversário.

“É um dia de muita satisfação. Celebro o primeiro ano da materialização de um projecto criado numa folha de papel durante um lanche. Apesar das dificuldades, o Prodigia-Te hoje serve para potencializar e desenvolver talentos de 55 jovens que fazem parte do projecto”, salientou o músico Prodígio durante o evento de celebração do primeiro aniversário do Centro Juvenil Prodigia-Te, realizado ontem, 19 de Outubro.

O espaço localizado no Prenda, bairro onde cresceu Prodígio e para onde volta sempre, tem sido o lar e incubadora de talentos de crianças, a partir dos 8 anos, e jovens que querem ver desenvolvidas e aprimoradas as suas competências e talento, nas áreas da música, xadrez, leitura e jiu-jitsu.

O xadrez é a actividade com maior destaque e impacto no Centro, tendo 35 praticantes, que começaram oficialmente a competir em Fevereiro deste ano. Fruto da prática e acompanhamento constante do músico Prodígio e de jovens professores, os praticantes tiveram a oportunidade de participar, em Março, no Campeonato Provincial de Luanda de Xadrez, onde os atletas sub-8 conquistaram o primeiro lugar.

“O nosso objectivo com este projecto é potencializar os melhores. E o xadrez é uma actividade elitista, não financeiramente, mas elitista porque requer atenção dos melhores. Pensei no xadrez, porque uma pessoa que consiga sentar-se durante uma hora sem fazer barulho, logo desde tenra idade, nunca será uma pessoa que terá dificuldades em ler e aprender”, defendeu Prodígio.

A música, arte de Prodígio, conta actualmente com 20 jovens, que frequentam as aulas de canto, e são acompanhados e agenciados pelo Prodigia-Te. Durante o evento de celebração foi apresentada a primeira EP, composta por cinco músicas cantadas por oito jovens talentosos, gravadas no estúdio do Centro, e produzidas por Prodígio em Portugal.

“Ouvir e vê-los a evoluírem e a conquistarem prémios, emociona-me! Os resultados sociais têm sido bastante satisfatórios. Temos tido feedback dos encarregados de educação sobre as mudanças em termos comportamentais, e ter jovens autistas e poder ajudá-los no processo de inserção social faz-me acreditar que é possível fazer algo que pode gerar impactos positivos na minha comunidade”.

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